As pessoas são o centro da equação

As pessoas são o centro da equação. No desafio da transformação digital, as organizações têm de ter atenção que as pessoas estão no centro”.  Alerta assim Pedro Afonso, CEO da Axians.

“As médias e grandes empresas já estão conscientes do paradigma em que nos encontramos. Em plena quarta revolução industrial. Entendem que é necessário tomar a iniciativa para acompanhar este acelerado processo”. Refere Pedro Afonso, Ceo da Axians. “Falta portanto, um novo esforço para, em vez de reagir à urgência, dominar e liderar este incomparável tempo de transformação”.

A transformação digital implica pois, repensar toda a actividade de forma a se adaptar à nova realidade. Segundo Pedro Afonso, “A pergunta que os gestores devem fazer é: como pode a minha organização servir melhor. E de forma sustentável  os seus públicos internos e externos. Apesar desta reflexão já ser uma realidade nas empresas de maior dimensão, penso que uma grande parte do nosso tecido empresarial, formado na sua maioria por pequenas e médias empresas, deve prosseguir na sua rápida tomada de consciência das mais valias ou, se preferirem, dos perigos em não embarcar nesta viagem”.

Neste desafio as organizações têm de ter em atenção as pessoas pois, como refere Pedro Afonso, “são elas o centro da equação”. Além disso, considera que “não é central se utilizamos mais ou menos a tecnologia x, y ou z. O importante é que as organizações estejam mais preparadas – cognitiva, emocional e moralmente – para enfrentar o presente e o futuro, relacionando-se de forma relevante com as “suas” pessoas: clientes, parceiros, colaboradores, com a sociedade em geral”. Assinala também o papel da gestão pois entende que os “líderes devem ser relevantes para os seus stakeholders, para a sociedade e para o cidadão”.

A pergunta que os gestores devem fazer é: como pode a minha organização servir melhor – e de forma sustentável – os seus públicos – internos e externos. 

PEDRO AFONSO, CEO DA AXIANS

A transformação digital é associada a vantagens como a economia dos custos, a agilização de processos, as oportunidades de integração. Pedro Afonso sublinha ainda os aspectos colectivos e sociais da transformação digital. Refere que esta “nos coloca a todos – os que não a aceitarmos – mais vulneráveis do ponto de vista de segurança e, por consequência, de confiança, dois pilares basilares para qualquer individuo ou organização”.

Salienta que o sector das Tecnologias de Informação deve continuar a bater-se por colocar o país na frente do pelotão da transformação digital, ou, em rigor, da transformação humana em curso. Afirma Pedro Afonso que isto “passa muito pela sensibilização dos líderes e agentes socio económicos. É urgente sim – com maior ou menor dose de tecnologia(s) – revisitar a matriz de valores que guiam a nossa conduta individual e colectiva. É urgente “recalibrar” o ecossistema educacional – das famílias, às escolas e às empresas – para preservar a essência e sobrevivência da nossa humanidade”.

A Axians Portugal resulta da aquisição da Novabase IMS, pela Vinci Energies em Janeiro de 2017 por 44 milhões de euros, na que foi a maior transacção de sempre em Portugal na área de serviços profissionais de TIC. A Vinci Energies é um dos braços do grupo francês Vinci, da qual faz parte também a Vinci Airports – detentora da ANA Aeroportos.

Os prémios de reconhecimento

Na primeira edição do Portugal Digital Awards havia 72 candidaturas. Três anos depois são 102 os projectos a concurso. “Devemos ainda sublinhar que a “qualidade” das candidaturas e dos próprios projectos tem sido inequivocamente crescente. Isto enche-nos de orgulho”, diz Pedro Afonso, CEO da Axians Portugal.

“O Portugal Digital Awards é desde a primeira hora uma iniciativa ímpar desenhada para reconhecer o trabalho de vanguarda que tem sido desenvolvido na transformação digital das empresas nacionais. Hoje, quando uma empresa se candidata ao Portugal Digital Awards, candidata-se ao reconhecimento do sector pela sua relevância e impacto efectivos”.

O gestor da Axians defende que é importante que se consiga “reconhecer – de forma consistente, credível e recorrente – o que por cá é feito, com qualidade wordclass”, a par, claro “das grandes marcas internacionais – de incumbentes ou concorrentes a grandes eventos – que hoje se instalam no nosso país, beneficiando de um conjunto de condições férteis ao seu desenvolvimento”.

Pedro Afonso destaca ainda o crescimento quantitativo e qualitativo dos projectos, e ainda “a participação totalmente meritória de diversos organismos públicos e pequenas e médias empresas, quando normalmente se julga este como um território das grandes marcas “de sempre”.

Fonte: Económico online: https://goo.gl/gtd4tK